O comunicado, assinado pelo diretor de assuntos corporativos da companhia, Emílio Loures, é uma reação da companhia à possibilidade de novo adiamento no leilão de frequências de 3,6 GHz, conhecida como Banda C estendida. A oferta das faixas se arrasta há mais de seis anos na agência reguladora e recentemente ganhou a oposição de redes de TV como Globo e Record, que alegam prejuízos à transmissão de sua programação via satélite, caso a faixa de 3,6 GHz seja realmente leiloada para banda larga.Na carta, a Intel critica duramente a transmissão de sinal de TV por satélite (e sua captação por antenas parabólicas), classificando a tecnologia como um “atraso”.
O argumento implícito da Intel é que as redes de TV deveriam investir mais para melhorar sua difusão dentro do espectro terrestre, sem precisar recorrer à transmissão via parabólica, que é paga pelos consumidores. O cidadão deveria receber sinal de TV aberta com qualidade gratuitamente e não ter que pagar por serviços de parabólica, fator que, entre outras coisas, restringe as frequências disponíveis para banda larga. PolêmicaO leilão de frequências da Banda C vai liberar faixas muito próximas às usadas pela transmissão via satélite, o que na opinião das emissoras de TV causará interferência em seus sinais. A Anatel encomendou novos testes de uso das faixas e ameaça retardar mais uma vez os leilões até que se encontre uma solução para o problema.“Procrastinar não é resolver, é impingir à sociedade brasileira mais atraso na oferta dos serviços de banda larga”, diz a Intel, na carta. A companhia tem interesse direto no leilão de novas frequências, em especial porque a Anatel prevê liberar as faixas para exploração de redes na tecnologia WiMAX.A Intel é uma das empresas líderes no consórcio que apoia a tecnologia WiMAX, padrão de transmissão de dados sem fio que compete com as redes HSPA+ e LTE, uma evolução das redes 3G. A intenção da Anatel ao liberar faixas para o WiMAX é criar mais competição entre tecnologias.Na carta, a Intel alerta para o esgotamento da capacidade de tráfego de dados no Brasil e cita números da própria Anatel e da Cisco para demonstrar que, sem novas frequências e investimentos, haverá colapso das redes de dados no Brasil.O tema é alvo de análise da agência reguladora, que não tem data para divulgar quando e se realizará novos leilões de frequência no Brasil.
Fonte: http://imasters.com.br


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